Ir para o conteúdo
Voltar ao blog

Holding em Portugal: quando faz sentido para proteger o patrimônio

O que é, vantagens e para quem vale a pena.

  • Dr. Ivan Albani
  • 2 min de leitura
Compartilhe

Uma holding é uma sociedade cujo objetivo principal é deter participações noutras empresas ou concentrar bens, como imóveis e investimentos. Em Portugal, pode assumir diferentes formas jurídicas, e a escolha depende do tipo de património, do número de sócios e dos objetivos de quem a constitui. Não se trata de um produto padronizado, mas de uma estrutura que precisa de ser desenhada caso a caso.

Entre as vantagens mais citadas estão a organização do património num único veículo, a separação entre os riscos das empresas operacionais e os bens da família, a facilitação da sucessão e, em determinadas condições, um tratamento fiscal mais eficiente na distribuição de lucros entre sociedades. Esses benefícios dependem do cumprimento de requisitos legais e fiscais específicos, que devem ser verificados com cuidado.

A holding tende a fazer sentido para empresários com mais de uma empresa, para famílias que querem planear a sucessão e para investidores com património relevante em Portugal ou em vários países. Para patrimónios mais simples, os custos de manutenção (contabilidade, obrigações declarativas e governação) podem superar os ganhos, e uma estrutura mais leve pode ser suficiente.

Quando há interesses no Brasil e em Portugal, é indispensável analisar as regras dos dois países e as convenções aplicáveis para evitar dupla tributação e riscos de requalificação. Um planeamento prévio permite decidir se a holding é o instrumento certo e como estruturá-la. Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma consulta jurídica.

Outros artigos