Ir para o conteúdo
Voltar ao blog

Visto D7 ou D8: qual é o certo para você?

Rendimentos próprios ou trabalho remoto: compare os requisitos.

  • Dr. Ivan Albani
  • 2 min de leitura
Compartilhe

Os vistos D7 e D8 são dois dos caminhos mais procurados por brasileiros que querem viver em Portugal sem um contrato de trabalho com uma empresa portuguesa. Ambos são vistos de residência, emitidos pelo consulado, que permitem entrar no país e, depois, pedir a autorização de residência junto da AIMA. A diferença essencial está na origem dos rendimentos que sustentam a estadia.

O visto D7 destina-se a quem vive de rendimentos próprios regulares, como aposentadorias, rendas de imóveis, aplicações financeiras ou dividendos. O valor de referência está indexado ao salário mínimo nacional português e é atualizado anualmente, acrescido de percentagens por cada familiar. É necessário comprovar a regularidade e a estabilidade desses rendimentos, além de alojamento em Portugal e meios de subsistência.

O visto D8, conhecido como visto para nómadas digitais, destina-se a quem trabalha remotamente para empresas ou clientes fora de Portugal, como trabalhador subordinado ou independente. O rendimento mínimo exigido é mais elevado do que no D7, também indexado ao salário mínimo nacional, e é preciso demonstrar a relação de trabalho e a possibilidade de exercer a atividade à distância.

A escolha entre os dois depende do perfil de rendimentos, dos planos de carreira e das implicações fiscais em Portugal e no Brasil. Como os valores e requisitos são revistos periodicamente, convém confirmá-los à data do pedido e preparar a documentação com antecedência. Este artigo tem caráter informativo e não substitui uma consulta jurídica.

Outros artigos